quarta-feira, março 19, 2008

Regurgitar a lingua ...Portuguesa

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, defendeu hoje o Acordo Ortográfico como uma “necessidade para a expansão da língua portuguesa”.


São tipos como este que me dão a volta às entranhas, provocando-me vómitos atordoantes sobre políticos que se julgam donos do maior bem que o Povo Português tem, para além da História de uma Nação..a língua Portuguesa.

São inteligentes como este que dizem que adaptando a língua vamos conquistar novos povos...expandir o nosso território, deixando para trás os "C's" no meio das palavras - entre outras marcas bem portuguesas - e ficando com uma expressão escrita que de pouco terá de diferente da dos brasileiros. Quem sabe, um dia, ainda nos pedem para falar com sotaque em solo luso.

Esta abécula, se soubesse o que era conquistar, não adaptava Portugal pronto para ser invadido e conquistado por idiomas próximos, mas diversos que criou há centenas de anos. Julga-se dono para poder mudar o que só o povo pode admitir ou os escritores conseguem fazer - com pequenos estrangeirismos - e de forma justa, na sua maioria.

Este tipo,mais uma vez, dá-me vómitos e penso que Eça de Queirós e Fernando Pessoa, se hoje vivos, estariam na linha da frente a expandir toda sua irritação sobre esta artista idiota ...e não se pense que estou a dizer que está cheio de ideias.

Esta gente tira-me do sério. E os professores que fazem greve nas ruas pelos seus direitos, podiam, isso sim, insurgirem-se contra este grave atentado à lingua portuguesa. Ou não importa ensinar bom português?

Tá tudo louco, o povo trabalha, uns comem e os outros fazem vista grossa!

domingo, março 16, 2008

Frase do Einstein

Coincidence is God's way of remaining anonymous.

segunda-feira, março 03, 2008

Um sorriso travesso


Quando te conheci tinhas um sorriso hábil
Uma ironia traquina que iluminava o teu rosto
Já maduro e cansado
Descobri em ti a minha origem

Perseverante e teimosa
Doce e malandra
Sabias, conhecedora do povo,
Os factos da Terra

Sem estudos e sem livros
Encontras-te na vida o teu diploma

Percebi-te a teimosia e a dor
O ar buliçoso da desventura
Seguido pela encantada ternura
Em que o último Adeus te tinha

Voltas-te para onde sempre havias estado
Já não há maleita que traga no corpo
E de novo recuperaste o folgor jovem
E o sorriso travesso

Viverei eterno e grato pelo que me mostraste
Sem nunca me teres ensinado
Até sempre, Avó

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Work kills

quinta-feira, janeiro 24, 2008

As Palavras dos outros


As vezes faço-me pensar que deserto sou eu nos dias que me teimam. Entre o acordar e o pôr-do-sol, uma agonia de rotina sem fim em que navego entre as cidades de histórias, as palavras dos outros e o meu papel tingido por uma caneta apressada. Não sei se entre a acalmia dos breves segundos extintos e raros desses e destes dias – que no fim são todos uma amálgama das mesmas horas – ganho uma qualquer função na fusão de mundos ou se entrelaço os estranhos a quem lanço primeiras palavras tímidas e avulsas, ora ingénuas ora provocatórias.

E assim, sem fluir ao certo na minha mente do lugar que ocupo no centro das pessoas com as suas máscaras, vou caminhando todos os dias para o mesmo sítio de onde saio para lhes falar, sem dor nem cansaço. Escrevo porque as palavras que remeto contribuem para o meu projecto de alimentação diária. Mas a razão pela qual enceto os passos das palavras é outro. É que aquele que ama as palavras deixadas num qualquer papel não é mais do que o que escreve, nem tão só o que as palavras dos outros o deixam ser.