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domingo, abril 05, 2009

A leveza do jazz



Fui ao Jazz n'Gaia 2009 este fim-de-semana. Aproveitei para conhecer sons com que nem sempre sonhamos, mas que quando menos esperamos, nos surpreendem pela leveza e mestria irreverente...às vezes adocicadamente experiente em certas notas do Jazz. Com a vida vamos aprendendo a olhar para o melhor de tudo. É o caso do Jazz, um estilo onde se revela o prazer humano em notas de música. Na boa companhia, que mo deu a conhecer, foi perfeito. (Obrigado, Loira!)

Uma nota para António Pinho Vargas, génio que descobri no mar das notas e que foi tocando numa série de melodias que subiram ao Olimpo com a música Tom Waits. Outra para Gal Costa, a cantor-musa brasileira que me surpreendeu tanto pela juventude musical ao vivo como pela inusitada inteligência cultural: "Lá no Brasil mudaram as palavras com o acordo ortográfico, mas eu me recuso a mudar a forma como escrevo". Grande Gal Costa.

Haja artistas, escritores e pensadores que falem assim....são eles os intervenientes da lingua , que mudam o português e não simples ministros. A língua de um povo não se altera com uma golpe administrativo...

quarta-feira, março 19, 2008

Regurgitar a lingua ...Portuguesa

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, defendeu hoje o Acordo Ortográfico como uma “necessidade para a expansão da língua portuguesa”.


São tipos como este que me dão a volta às entranhas, provocando-me vómitos atordoantes sobre políticos que se julgam donos do maior bem que o Povo Português tem, para além da História de uma Nação..a língua Portuguesa.

São inteligentes como este que dizem que adaptando a língua vamos conquistar novos povos...expandir o nosso território, deixando para trás os "C's" no meio das palavras - entre outras marcas bem portuguesas - e ficando com uma expressão escrita que de pouco terá de diferente da dos brasileiros. Quem sabe, um dia, ainda nos pedem para falar com sotaque em solo luso.

Esta abécula, se soubesse o que era conquistar, não adaptava Portugal pronto para ser invadido e conquistado por idiomas próximos, mas diversos que criou há centenas de anos. Julga-se dono para poder mudar o que só o povo pode admitir ou os escritores conseguem fazer - com pequenos estrangeirismos - e de forma justa, na sua maioria.

Este tipo,mais uma vez, dá-me vómitos e penso que Eça de Queirós e Fernando Pessoa, se hoje vivos, estariam na linha da frente a expandir toda sua irritação sobre esta artista idiota ...e não se pense que estou a dizer que está cheio de ideias.

Esta gente tira-me do sério. E os professores que fazem greve nas ruas pelos seus direitos, podiam, isso sim, insurgirem-se contra este grave atentado à lingua portuguesa. Ou não importa ensinar bom português?

Tá tudo louco, o povo trabalha, uns comem e os outros fazem vista grossa!