terça-feira, fevereiro 05, 2008

Work kills

quinta-feira, janeiro 24, 2008

As Palavras dos outros


As vezes faço-me pensar que deserto sou eu nos dias que me teimam. Entre o acordar e o pôr-do-sol, uma agonia de rotina sem fim em que navego entre as cidades de histórias, as palavras dos outros e o meu papel tingido por uma caneta apressada. Não sei se entre a acalmia dos breves segundos extintos e raros desses e destes dias – que no fim são todos uma amálgama das mesmas horas – ganho uma qualquer função na fusão de mundos ou se entrelaço os estranhos a quem lanço primeiras palavras tímidas e avulsas, ora ingénuas ora provocatórias.

E assim, sem fluir ao certo na minha mente do lugar que ocupo no centro das pessoas com as suas máscaras, vou caminhando todos os dias para o mesmo sítio de onde saio para lhes falar, sem dor nem cansaço. Escrevo porque as palavras que remeto contribuem para o meu projecto de alimentação diária. Mas a razão pela qual enceto os passos das palavras é outro. É que aquele que ama as palavras deixadas num qualquer papel não é mais do que o que escreve, nem tão só o que as palavras dos outros o deixam ser.

Flui, indeciso na bruma


Flui, indeciso na bruma,
Mais do que a bruma indeciso,
Um ser que é coisa a achar
E a quem nada é preciso.

Quer somente consistir
No nada que o cerca ao ser,
Um começo de existir
Que acabou antes de o Ter.

É o sentido que existe
Na aragem que mal se sente
E cuja essência consiste
Em passar incertamente.

Fernando Pessoa

sábado, janeiro 19, 2008

«Partido dos feirantes e dos ciganos»


«Estamos a ter uma adesão que testemunha o sentimento de profunda revolta da população portuguesa. É o povo simples que está a aderir à Nova Democracia, que vai passar a ser o partido dos feirantes e dos ciganos», realçou Manuel Monteiro durante uma das visitas às várias feiras do Norte onde garantiu que vai ultrapassar o número de militantes do CDS-PP.

Há gente que faz e diz de tudo para ter um pequeno ou grande tacho na cena política portuguesa.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Se não fosse trágico, teria muita piada


Relato de um dos depoimentos mais cómicos de sempre num caso muito sério de auxílio à imigração ilegal.

Chamado ontem, em inquirição na primeira sessão de julgamento da famosa advogada de Barcelos, Elisabete Chaves - que pouco esboçou para além da palavra "inocente" -, José Bessa, zeloso Funcionário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Porto, acusado de ter legalizado 300 imigrantes em troca de favores sexuais, aterroriza de riso a sala de audiências quando CONFESSA que MARCHOU PELO MENOS SEIS BRASILEIRAS de bares de alterne que junto dos seus serviços - vulgo, SEF, buscaram sensatos conselhos para se legalizarem.

MULHER N.º1

JUIZ: O senhor conhece?
Bessa: Sim...acho que sim...
(Segundos depois)
JUIZ: Foi nessa altura que você teve relações sexuais?
Sala de audiências fica em suspenso
Bessa: Não, isso não é assim! - respondeu roçando uma indignação que parecia evidenciar a negação de qualquer FOICE em seara alheia. Mas eis, senão quando....

BESSA: Não, não foi.....DESSA VEZ!

MULHER N.º2

JUIZ: E foi nessa altura que você lhe pediu um beijo na boca?
BESSA (mais uma vez indignado) - Ó Sr. Dr. Juiz, eu tenho BARBA na CARA!
JUIZ: E depois, o que é que isso quer dizer? EU TAMBÉM TENHO SENHOR BESSA!

MULHER N.º3

JUIZ: Conhece esta senhora?
BESSA: Não!........ah, essa é a "Padeirinha"!
A sala de audiência morre de RISO. As gargalhadas infectam os arguidos, advogados, Procuradora e juízes que se contorcem nos bancos. Só o Juiz presidente cerrou os lábios e frisou as sobrancelhas.
BESSA: Sabe, chamam-lhe isso porque ela é conhecida por...e tem piada...
JUIZ: Sabe, NÃO LHE ACHO PIADA NENHUMA! Foi ela que lhe pediu para arranjar um contrato de trabalho?
BESSA: Sim, ela era ESPECIAL. A mais INOCENTE de todas!

"Você quase fazia serviços ao domicilio", ironizou o juiz presidente admirado com as visitas frequentes de Bessa às residências das brasileiras.