Os artistas checos que introduziram a imagem de uma explosão nuclear durante uma emissão do boletim meteorológico de um canal do país vão ser levados a julgamento. O caso - que aconteceu em Junho do ano passado - já foi comparado à encenação radiofónica da Guerra dos Mundos, por Orson Wells, em 1938. Várias pessoas que assistiam ao programa da televisão checa entraram em pânico - algumas temiam o início de uma guerra nuclear e outras pensavam tratar-se de uma explosão de gás. Os membros do colectivo Ztohoven afirmam que a sua intenção era mostrar como os media podem distorcer a realidade. Apesar da possível condenação judicial, o colectivo já recebeu o reconhecimento nacional: no mês passado foi distinguido pela Galeria Nacional da República Checa com um prémio para novos artistas no valor de 12 mil euros.
Fonte: PÚBLICO
sábado, janeiro 05, 2008
Bomba nuclear, era só a brincar
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Arrogância Socrática e o Exílio de Ferro
"Se os sacrifícios são pedidos, é indispensável que isso se faça com menos arrogância".
Eduardo Ferro Rodrigues, "Visão", 03-01-2008
Este tipo demorou mais de dois anos ( e um exílio prolongado) a dizer uma coisa acertada.
Publicada por Wordphantom à(s) 01:24 0 comentários
Etiquetas: Ferro Rodrigues, Governo, Política, PS, Sócrates
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Jornalista agredida por familiar de Pidá
Uma jornalista foi ontem agredida por uma familiar de Bruno Pidá enquanto cobria a chegada dos elementos detidos do Gangue da Ribeira ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
A jornalista levou uma cabeçada sob o olhar atento da policia que viu tudo e nada fez. Presentes estavam cinco despreocupados agentes da PSP, o único dispositivo de protecção - presente durante a manhã - dos vários jornalistas contra mais de meia centena de familiares e amigos do Gangue da Ribeira que insultaram e ameaçaram os repórteres. Para hoje, prometeram já levar tomates para arremesso.
Um episódio que aconteceu momentos antes terá exaltado os ânimos. Uma outra jornalista abriu o jornal 'Correio da Manhã' com as fotos de todos os suspeitos à vista dos familiares que de seguida 'roubaram' a publicação para a rasgar.
O Comando da PSP do Porto só enviou reforços do Corpo de Intervenção horas depois e após várias insistências. E a agressora continuou, segundo relatos locais, a passear-se no local sem que nada fosse feito pelas autoridades.
Os jornalistas, ao contrário do senso racional que devia imperar nesta situação, eram os únicos 'presos' atrás de uma fita policial. Todos os restantes estavam livres para se passearem por onde quisessem. Não foram protegidos, mas antes presos como um criminoso o é, reduzindo os seus direitos e liberdades.
E a situação não é nova. Já durante a detenção de Bruno Pidá, no domingo, houve ameaças e mesmo arremesso de vários objectos aos jornalistas presentes perante a cumplicidade da polícia que, com medo, teimou em não agir.
Os repórteres fotográficos e de imagem foram perseguídos, empurrados, ameaçados e expulsos de uma rua que é pública pelos familiares do líder do Grupo da Ribeira . E mais uma vez a PSP pactuou com a sua tolerância perante situações ilegais de grave desprezo do direito a informar mesmo dos mais básicos direitos de qualquer cidadão.
Com esta atitude policial, não é de admirar a onda de crimes e violência no Porto. Os jornalistas da Invicta não deixam de cumprir o seu dever de informar, apesar da polícia se ter demitido de proteger os cidadãos.
Será que isto é mais uma incidente resultante de uma qualquer adenda do novo Código Penal da qual os media ainda não conhecem?
Fico à espera que o Sr.Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, explique este triste incidente.



