segunda-feira, maio 29, 2006

20 valores para a mini-saia da sra. professora!

"Pergunto-me: mas os pais avaliam o quê? Se os professores são bonitos ou feios?
Se as professoras usam ou não as saias curtas? Se vão à escola regularmente?"

Eduardo Prado Coelho, sobre a hipótese de os professores serem avaliados pelos pais dos alunos, PÚBLICO, 29-05-2006

domingo, maio 28, 2006

Timor existe. O Mundo esquece...


Sei que já não escrevo há alguns meses neste espaço. Mas há causas que não pedem satisfações ao escritor, antes o seu engenho em espalhar a palavra sagrada da verdade e da justiça. Tenho fraca memória para o que não quero. Mas a minha memória não chega para esquecer o que Portugal fez quando se esqueceu de Timor há muitos anos: nada. Tenho o preconceito da paz e da justiça, mas a minha arrogância e possível prepotência não chegam para clamar os que se usam dessa Terra por ela ser rica em algo que agora escasseia: Petróleo.

Tenho Vergonha de ser Português, quando um governo envia uma centena de homens que nem do exército são, ou sendo..são de uma força de segurança nacional, que se cá não faz muito, longe fará menos.

Quantas mais pessoas terão de sucumbir ao sofrimento, quantos terão de morrer, quantas crianças terão de ser esquecidas à dor de uma lágrima mortal, mas de silêncio... militares perdidos entre jogos geopolíticos e jornalistas esquecidos entre palavras de poeta e de verdade. Há gente que já devia ser gente há mais tempo. Há tempo neste país que devia erguer-se em vontade de justiça.

Não há petróleo neste mundo que julgue os homens da razão por há mais de vinte anos se terem esquecido de Timor, mas Timor faz-nos lembrar outra vez que existe.

Fora dos jogos políticos, dos fatos de senhor conhecido, das fardas de militar, dos microfones e jornais…existe uma terra por respeitar e entre a vã glória da vida e da razão da existência vós não a reconheceis. É por isso que ela existe assim….

Lavam-se os olhos, nega-se o beijo
Do Labirinto, escolhe-se o mar
No cais Deserto fica o desejo
Da terra quente por conquistar

Nobre soldado, que vens senhor
Por sobre as asas do teu dragão
Beijas os corpos no chão queimado
Nunca serás o nosso perdão

Ai Timor
Calam-se as vozes dos teus avós
Ai Timor
Se outros calam
Cantemos nós

Salgas de ventres, que não tiveste
Ceifando os filhos que não são teus
Nobre soldado nunca sonhaste
Ver uma espada na mão de Deus

Da cruz se faz uma lança em chamas
Que sangra o céu no sol do meio-dia
Do meio dos corpos a mesma lama
Leito final onde o amor nascia

quarta-feira, abril 26, 2006

Vinte anos depois de Tchernobil


A HISTÓRIA DE TCHERNOBIL ESTÁ LONGE DE CHEGAR AO FIM

Duas décadas depois do maior acidente civil nuclear da história, as comemorações permanecem ensombradas pela inquietude. Poderá voltar a acontecer um acidente semelhante ou pior? A dúvida permanece em Tchernobil.

Protegida por um sarcófago frágil, a central encerra ainda toneladas de combustível nuclear e outros materiais contaminados. O seu desmantelamento só começará depois de concluído o novo sarcófago, que terá de estar pronto até 2010.

terça-feira, abril 18, 2006

Oportunidade de Emprego para a vida!


Enviaram-me este anúncio há um tempo atrás. É um dos melhores e mais cativantes que já vi até hoje. Os interessados que se acusem pf.! Não percam esta oportunidade. Mais do que um anúncio é um convite para o paraiso.

segunda-feira, abril 17, 2006

Dino está mais vivo na morte

Apesar de ser um facto a lamentar aproveito para deixar aqui as minhas condolências e comentar um aspecto algo sórdido deste acontecimento (e de outros do mesmo tipo). Trata-se da factual a diferença (até na morte) entre um famoso e um completo desconhecido. Os média fazem questão de diferenciar e percebe-se porquê.

O falecimento de um qualquer anónimo teria ido para a secção normal da necrologia e os familiares teriam de pagar o anúncio. Por outro lado, um acontecimento trágico e mortal de uma estrela ganha a primeira página e os respectivos familiares não têm de pagar um único cêntimo. Bem pelo contrário, neste caso a morte vende…jornais.

A realidade da informação é esta, até na morte. Mesmo assim, prefiro a decisão editorial de outros jornais como o PÚBLICO, que não publicaram tamanha foto gigante na primeira página. Há que noticiar, mas sem a pretensão de se ser abutre.