segunda-feira, abril 02, 2007
Novas taxas de saúde: pagar duas vezes pelo mesmo serviço
Concorda com as novas taxas de Saúde?
Saúde: novas taxas entram hoje em vigor
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) começam hoje a pagar as novas taxas moderadoras por internamento e cirurgia, segundo uma portaria do Ministério da Saúde publicada quinta-feira em Diário da República.
Cinco euros por dia
A taxa a pagar será de cinco euros por dia de internamento (até um limite de dez dias) e de dez euros por cirurgia de ambulatório, de acordo com a portaria, que actualiza igualmente o valor das restantes taxas moderadoras do SNS, acompanhando a inflação em 2006 (2,3 por cento).
Assim, as taxas para as consultas nos hospitais centrais passam para 4,30 (mais 10 cêntimos), nos distritais para 2,85 (mais 10 cêntimos) e nos centros de saúde para 2,10 euros (aumento de 5 cêntimos).
Atendimento nas urgências dos hospitais
O atendimento nas urgências dos hospitais centrais passa a ter uma taxa de 8,75 euros (mais 25 cêntimos), sendo de 7,75 euros (mais 25 cêntimos) nos hospitais distritais, enquanto nos centros de saúde os utentes vão pagar agora 3,40 euros (mais 10 cêntimos).
A taxa moderadora no serviço domiciliário aumenta dos 4,30 para os 4,50 euros e nos exames radiológicos as taxas sofrem aumentos entre os 10 cêntimos para as ecografias (de 3,10 para 3, 40 euros) e os 60 cêntimos para as ressonâncias magnéticas (de 19,50 para 20,10 euros).
Na hematologia (análises ao sangue), os valores mantêm-se inalterados.
As novas taxas, anunciadas há seis meses pelo ministro da Saúde em entrevista à agência Lusa, entram em vigor dois meses depois do previsto, um adiamento que impediu o Estado de ganhar pelo menos 1,6 milhões de euros.
Na altura em que a medida foi anunciada, em Setembro do ano passado, o Governo estimou que estas novas taxas iriam gerar uma receita adicional para o Estado de nove a dez milhões de euros por ano.
António Correia de Campos justificou a criação destas taxas moderadoras com objectivos mais estruturais, como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
A medida foi na altura contestada por vários movimentos de utentes e pelos partidos da oposição, que chegaram a colocar em dúvida a constitucionalidade do alargamento das taxas moderadoras aos internamentos e cirurgias.
Dê a sua opinião no Questionário OnlineMentira
domingo, abril 01, 2007
ÚLTIMA HORA : Sócrates demite-se
O primeiro-ministro, José Sócrates, demitiu-se hoje do cargo que ocupava desde 12 de Março de 2005. Na origem da "difícil decisão", esteve a recente polémica que o envolve no escândalo da Universidade Independente (UnI).
"Não podem recair sobre o primeiro-ministro, quaisquer dúvidas sobre a sua formação académica e acusações tão graves como as que têm vindo a público", defendeu Sócrates acrescentando que irá "no devido momento clarificar as estranhas circunstâncias" que envolvem o diploma da sua licenciatura em engenharia civil pela UnI.
"Trata-se de uma cabala e de uma conspiração de alguns elementos influentes, mas frustrados dos partidos da oposição", considerou o governante, lamentando que em Portugal a oposição seja um "veiculo de problemas em vez de soluções". "A oposição em Portugal está apostada em criar escândalo político", disse.
Oposição rejeita acusações
Os líderes dos partidos da oposição já repudiaram todas as acusações disparadas pelo primeiro-ministro que está de saída. "Não aceito nem tolero esse tipo de acusações difamatórias, num estado de direito. O ainda senhor primeiro-ministro devia ter vergonha das mentiras que diz para se defender", referiu o presidente do PSD, Marques Mendes, congratulando, no entanto, Sócrates por "ter saído poupando o país de um enorme escândalo político".
"Quero dar os meus parabéns a José Sócrates por esse acto nobre e corajoso no dia 1 de Abril", gracejou aos jornalistas Paulo Portas à saída da Comissão Nacional do CDS-PP, sem querer fazer mais quaisquer declarações, numa altura em que se candidata à liderança do partido.
"Está aberto o caminho para o regresso da direita"
Já o PCP considerou que a esquerda perde com a saída de Sócrates. "Está aberto o caminho para o regresso da direita", lamentou o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa que recusou comentar a data marcada para as próximas eleições.
Francisco Louçã, o dirigente do BE, não se fez rogado e afirmou que "estava na hora de Sócrates sair", uma vez que "mentiu ao povo português, não só sobre as suas políticas caóticas, mas descobrimos agora, também em relação ao seu passado académico", criticou o bloquista acrescentando que "um político que mente, não merece a credibilidade e os votos do povo. Em democracia quem mente queima-se", frisou.
O ainda primeiro-ministro, José Sócrates, enviou, junto com o seu pedido de demissão, uma nota informativa ao Presidente da República, Cavaco Silva, no sentido de serem marcadas, o mais rápido possível, eleições antecipadas. Espera-se que o chefe de Estado se pronuncie amanhã sobre o dia que irá escolher para o acto eleitoral.
Contactados, todos os partidos da oposição e o PS recusaram tecer qualquer comentário sobre a possível escolha de Cavaco.
Pessoa derrubou Salazar da cadeira
Fernando Pessoa ganhou "Os Grandes Portugueses" com 17 dos 39 votos totais. Não se enganem, estou a falar da votação on-line que o Terceira Vaga teve patente até ao fim do programa da RTP. Nesta estação pública de televisão venceu o fantasma que dá ânimo aos senhores da extrema-direita: António de Oliveira Salazar.

Não percebo muito bem o papel da RTP no meio disto, nem como conseguiu legitimar uma votação de Salazar. Alguns dizem que é Democracia, outros, preferem pensar que vivemos num Portugal pequeno e que outros tempos se aproximam, aqueles que se sucedem a crises no regime democrático. Eu espero que não venha a ser essa a situação, embora seja a mais provável.
O que virá por ai: extrema-direita?
Vivemos num país de cães
Noutro extremo oposto - isto porque Pessoa era anticomunista - convém lembrar ao povo português que está na altura de parar com a humilhação de Senhores que praticamente deram o suor e sangue pela Liberdade que respiramos hoje. Álvaro Cunhal não foi um ditador nem nunca iria ser. Tenho vergonha de ver alguns jornalistas, críticos, e supostos especialistas cheios de sabedoria a dizer que o conhecido autor da frase "olhe que não, olha que não" era um ditador de extrema esquerda, só porque era o líder de um partido que na URSS instalou um ditadura do proletariado.
Esta gente mesquinha sem cultura e sem visão, não tem o bom senso da destrinça nem tão pouco o respeito por aqueles que lhes deram espaço livre para a crítica. Vivemos num país de cães sem dono.
Publicada por Wordphantom à(s) 13:18 1 comentários
Etiquetas: concursos, Fernando Pessoa, Grandes Portugueses, RTP, Salazar


